Camisa 11 merengue segue sendo dispensável para Zidane, que quase não o escalou na temporada 2019/2020 quando o teve em disposição. Problemas comportamentais ainda afastam Gareth da torcida e do time. Mas o galês segue não querendo sair de Madrid!
(Foto: Denis Doyle/Getty Images)
Não é de hoje que Gareth Bale vem sendo alvo de criticas. Tanto por parte de veículos de imprensa como de torcedores blancos. Um recente episódio agravou ainda mais a situação entre torcedores e jogador. Em entrevista coletiva de Zidane na ultima quinta-feira (6), antes do confronto decisivo das oitavas de final da UEFA Champions League contra o Manchester City na Inglaterra, o treinador merengue deixou claro que a não convocação do jogador para a partida partiu de um pedido do próprio Bale. Que alegou problemas pessoais.
Durante os 90 minutos, onde o Real acabou sendo superado e eliminado por 2 a 1, Gareth foi flagrado pelo programa El Chiringuito del Jugones jogando golfe. Isso, obviamente, não pegou nada bem para o camisa 11 e foi considerado, por muitos, uma falta de respeito com o clube. O que escancarou ainda mais a péssima relação entre jogador, treinador e clube. Mas essa não foi a primeira vez que Bale sofreu criticas dos torcedores e da imprensa especializada, isso já vem de 2 temporadas. Principalmente depois de sua queda técnica.
(Foto: Programa El Chiringuito del Jugones)
O começo!
O galês chegou ao Real Madrid em 2013, por 100 milhões de euros junto ao Tottenham, com status de estrela. De um novo galático. As primeiras temporadas do camisa 11 com o time espanhol foram animadoras e ele até chegou a fazer parte de um dos maiores trios de ataque do time merengue e do mundo. O trio BBC (Bale, Benzema e Cristiano). Ajudou a equipe a conquistar a La Décima em 2014, no mesmo ano também foi campeão de uma Copa do Rei contra o rival da Catalunha com uma de suas maiores jogadas pelo time merengue, em cima de Bartra, Gareth usou todas as características nas quais ele foi contratado. Velocidade, controle de bola, drible e força física. fazendo um golaço.
(Foto: Transmissão da final da Copa do Rei pelo canal Sky Sports em 2014)
Bale conseguiu fazer uma das jogadas mais incríveis dos últimos anos. Puxando ele mesmo o contra ataque desde o campo de defesa do Real, após receber passe de Coentrão, até o gol do barcelona. Disputando a bola com o zagueiro Bartra, Gareth usou sua velocidade, inteligencia, além do contrrole de bola e força física. No final da jogada ele finaliza e faz o gol que deu o titulo ao Madrid.
Depois desse lance, claro, todos pensaram que o novo camisa 11 do time blanco iria ser um dos melhores jogadores do mundo. Pois seu potencial era incrível. E suas habilidades em campo idem. Escalado muitas vezes como ponta, alternando seus lados, Bale tinha tudo que um jogador desse setor deveria ter. Velocidade para as escapadas em contra ataque ou em passe em profundidade de Isco, Modric e Kroos. Força física para as disputas das jogadas, controle de bola para não se perder. Impulsão nos saltos. E boa finalização. O galês se destacou muito juntamente a Cristiano e Benzema. O ataque com os três funcionava perfeitamente bem. Com Benzema e Cristiano, muitas vezes, se alternando na área e os lados de campo. Gareth ficava com a linha de fundo e contribuía com gols e assistências para a dupla.
Bale ainda ajudou a equipe em mais conquistas. Como a La Liga da temporada 16-17 e a Liga dos Campeões de 15-16, 16-17 e 17-18, com um golaço na final contra o Liverpool. Sem contar ainda os mundiais ganhos pelo Madrid neste período. Mas mesmo com tantos títulos pelo clube merengue, o camisa 11 nunca foi o total protagonista, era um jogador estrelado, sempre com grande expectativa em cima de seu futebol. Porém o cara do Real ainda era Cristiano Ronaldo. Com a saída do português, o caminho do protagonismo ficou livre e muitos apostavam em Gareth Bale como o real substituto do camisa 7. Entretanto não foi assim que aconteceu.




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